Tarso vê viés “fascista” em pressão italiana e diz que Battisti deve ficar

O Estado de S. Paulo Vannildo Mendes

Responsável pela concessão de refúgio, ministro cita razões ”humanitárias e políticas” para manter ativista no País

O ministro da Justiça, Tarso Genro, em coletiva. Foto: André Dusek/AE

O ministro da Justiça, Tarso Genro, em coletiva. Foto: André Dusek/AE

Em meio ao clamor de autoridades e setores da sociedade italiana para que o Brasil cumpra a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou ontem que há uma tendência no governo brasileiro de manter o ativista Cesare Battisti no País por razões “humanitárias e políticas”. Responsável pela concessão do refúgio a Battisti, ato que desencadeou a crise, ele agora identifica influências “fascistas” nas ameaças de setores do governo italiano.
“A Itália não é um país nazista nem fascista, mas vem sendo constatado um crescimento preocupante do fascismo em parte da população italiana”, disse Tarso. “O fascismo vem ganhando força inclusive em setores do governo.”
Ao mesmo tempo, ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem pressa em anunciar a decisão sobre o destino de Battisti, definida por ele como “solitária” e “soberana”.
O governo também alega não estar preocupado com retaliações diplomáticas e ameaças de representações contra o Brasil em cortes internacionais, prometidas pelo gabinete do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, com quem Lula esteve no último fim de semana.
Condenado à prisão perpétua por envolvimento em quatro assassinatos na década de 70, quando integrava a organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti está preso no Brasil desde 2007 e teve um decreto de refúgio político, concedido por Tarso, revogado pelo Supremo.
O tribunal decidiu na quarta-feira, em votação apertada (5 votos a 4), que os crimes de Battisti foram comuns e não políticos. Com esse argumento, os ministros do STF resolveram que o ativista pode ser extraditado para cumprir pena em seu país, mas delegaram a última palavra ao presidente da República.

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3 Comentários em “Tarso vê viés “fascista” em pressão italiana e diz que Battisti deve ficar”


  • O governo fascista dos petralhas é muito curioso!
    Quando o governo lulista agiu como extensão da ditadura cubana e mandou de volta dois pobres coitados para a ilha prisão dos Castro não houve “preocupação humanitária” com o destino dos pugilistas.
    Agora que um louco resolve dar asilo político a um assassino porque o mesmo foi de um grupo radical italiano, fala-se de humanitarismo?
    Um assassino condenado por assassinato, não há nada de político nisso, há sim a morte de inocentes, julgada por todos os tribunais e cortes de apelação da Itália e da Europa, apenas o tresloucado ministro petralha acredita ser mais capaz de entender as leis do que todos os juristas europeus juntos…
    Fascimo, ou NAZISMO é a prática do minsitério da propaganda lulisma, dos petralhas e de toda a corja abjeta do atraso que se pendura neles.
    O Brasil não pode aceitar se tornar um santuário para assassinos!

  • O Tarso deve ter dormido de cabeça para baixo e as fezes devem ter entrado no cérebro e contaminado sua boca. O Tarso já foi uma boa referência do governo Lulla. Agora está contaminado.

  • …mais uma vez usando nossos impostos para manter um condenado estrangeiro em nossa terra, se já não basta os daqui…
    ..vejo isto como mais uma manobra para manter a mídia ocupada com assunto inócuo, longe da triste realidade que efetivamente deveríamos estar discutindo…
    assunto grave, personagens saem de cena, bombardeamento com assunto inócuo, passa um tempo… daqui a pouco eles voltam com todo gás, na maior cara de pau como se nada tivesse ocorrido….. que receita de M !!!

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