Mitos sobre enchentes em São Paulo

    Dilma Seli Pena

O noticiário sobre as enchentes que têm assolado São Paulo alimentaram alguns mitos. Vamos tratar aqui de três deles

O primeiro garante que as cheias se devem à falta de piscinões previstos em plano diretor elaborado pelo Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee).

Outro atribui as enchentes ao aumento da vazão das represas.

Um terceiro assegura que a limpeza e a canalização de córregos têm agravado as inundações.

O Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê foi elaborado pelo Daee em 1998, contendo ações para o problema da drenagem na região metropolitana até o ano de 2020. Ele previa, entre outras coisas, a implantação de piscinões em toda a região, de forma a conter a vazão despejada no Tietê nas cheias.

O governo do Estado já entregou, desde então, 26 piscinões, dos quais 6 na gestão José Serra. Outros quatro estão em obras. Somados aos 19 feitos pelas prefeituras, são 45 piscinões em operação, que podem acumular mais de 8 milhões de metros cúbicos de água –60% da capacidade prevista para 2020. Assim, quando se afirma que a execução do plano é baixa, como fez esta Folha, erra-se duplamente: ao omitir que as metas são para 2020 e ao fazer um cálculo enganoso, baseado no número de piscinões, e não na sua capacidade total.

O efeito da vazão das represas operadas pela Sabesp também tem sido abordado equivocadamente, nesse caso por razões político-eleitorais. Essas represas existem para armazenar água e garantir o abastecimento de milhões de pessoas. Cumprem também um papel fundamental no controle das cheias, retendo boa parte da água que recebem.

Elas são operadas conforme normas da Agência Nacional de Águas (ANA), órgão federal, e do Daee, do Estado, que determinam, por exemplo, o nível a partir do qual se deve liberar a água acumulada, por meio da abertura de comportas ou naturalmente, por um vertedouro. Isso é necessário para garantir a segurança de suas estruturas, evitando que as barragens se rompam.

A água liberada nessas situações é insuficiente, por si só, para causar grandes inundações: a vazão dos afluentes do rio tem impacto bem maior. Em Atibaia, a cheia de 13/12 ocorreu quando a represa operava normalmente, sem verter água.

Chega-se a dizer que a Sabesp deveria ter se antecipado às chuvas, iniciando o descarregamento de água em meados do ano passado, de forma a evitar o excesso de capacidade atual. Mas liberar a água de uma represa com níveis normais é uma medida irresponsável: implica o risco real de afetar o abastecimento de milhões de pessoas. A própria região de Atibaia já sofreu e reclamou da estiagem em anos anteriores.

Outro mito –este uma aberração muito especial, propagada com base em declarações de uma suposta “especialista” em hidrologia– é o de que o programa Córrego Limpo teria aumentado as enchentes, como afirmou reportagem desta Folha no dia 29/1.

Ora, procurou-se estabelecer uma relação causal sem nem mesmo citar a causa principal e inequívoca das enchentes: o volume recorde de chuvas na capital nos últimos meses. Com ou sem as obras, haveria o risco de mais inundações.

Omitiu-se, por outro lado, que a regularização de 42 córregos foi uma conquista enorme: não há mais esgoto a céu aberto, moradias de risco foram removidas e os bairros receberam equipamentos urbanos.

Embora seu objetivo não seja a prevenção das cheias, essas obras amenizam os seus efeitos, devido à redução da erosão das margens, remoção de lixo e implantação de áreas verdes e pisos permeáveis.

Em São Paulo, a construção de piscinões segue acelerada: em 14/1, foi inaugurado o piscinão Sharp, o segundo maior do Brasil –infelizmente não noticiado pela imprensa.

O investimento no desassoreamento do Tietê só aumentou: entre 2007 e 2009, foi, em média, de R$ 53,7 milhões –62,7% superior a 2006–, e será duplicado neste ano.

O parque Várzeas do Tietê, que já está em obras e terá 75 km de extensão, ajudará a recuperar a várzea do rio e preservar áreas verdes.

Isso sem falar nas ações de emergência, garantindo apoio técnico e verbas adicionais para que as prefeituras possam identificar e remover moradias de risco, limpar córregos e conter encostas.

Sem tudo isso, as consequências dessas chuvas atípicas –as maiores em 70 anos– seriam bem piores.

DILMA SELI PENA, 59, geógrafa pela UnB e mestre em administração pública pela FGV-SP, é secretária de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo. Foi diretora da ANA (Agência Nacional de Águas).

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20 Comentários em “Mitos sobre enchentes em São Paulo”


  • Há uma lado muito positivo quando vemos o petralhismo desesperado atribuindo o problema das enchentes causadas por chuvas recorde no mês de janeiro ao governador do estado de São Paulo José Serra: eles admitem que Serra é muito mais poderoso do que a marionete deles, afinal, é capaz até de fazer chover… :-)
    Em uma visão mais séria, contudo, há de se questionar a intencionalidade de se tratar da questão como o fez o veículo jornalístico, que se “esqueceu” de mencionar o caos causado pelas chuvas nos municípios de Osasco, Guarulhos, Suzano, São Bernado ou Diadema, todos estes administrados pelos petralhas.

  • Eu como entendo engenheiro que sou que engenharia não se discute, pois ninguem iria projetar algo para que num periodo longo não alcanssace os resultados satisfatórios.
    O problema é politico sendo que as coloções não espelham a verdade técnica e numa situação desta nem paiz de primeiro mundo está fora de tão nefasta situação.
    O problema é que diante da situação que é de trágica e catrastofica, deveria se mobilizar equipamentos suficientes para liberar imediatamente as regiões afetadas, já que ha regiões que não sofre tanto. POR ESTARMOS EM ÉPOCA DE ELIÇÃO NÃO SE PODE PERDER O RUMO….

  • Boa parte dos danos causados pela chuva é a total falta de competência para planejar a médio e longo prazo, infelizmente somos ótimos em apagar incendios e peritos em encontrar desculpas, sabemos todos onde estão todas as causas das enchentes, será que não temos capacidade e criatividade para pensar soluções definitivas,informar e educar a população desde a escola infantil, ter metas ousadas, rever conceitos antigos, conter a especulação imobiliaria, recuperar areas degradadas com esta finalidade, uma plataforma politica realista deve incorporar novas ideias de como é possível melhorar e tornar mais eficente toda administração publica brasileira, propondo uma reforma politica que efetivamente faça o Brasil avançar rapidamente de forma equilibrada e mais justa, todas as eleições se discute mais do mesmo, acho que até para errar, que se tente erros novos.

  • luiz campos de almeida

    a explicação é mais politica e menos técnica, penso. E ai? a população que saber quando vai tirar o pé da lama. 45 piscinões em operação e parece que nada mudou.

  • Ótimo texto.
    Mas mostra uma ineficiência do PSDB. A falta de divulgação do que é feito. Será que é tão difícil aprender com o PT?
    Acho que o PSDB não divulga suas bemfeitorias, enquanto o PT divulga demais e engana a população.
    Acredito que temos que ser mais marqueteiros.

    Att
    Luciano,

  • Olha o que falar de uma débil mental, foi até a luciana gimennes fazer programa de cuzinhar, acustumada com mentiras disse que não sabia cozinhar, mas nem isso ele proucurou saber fazer na vida, só roubou o Ademar de Barros gov. de SP. cx economica federal etc…, para fugir do País.

    Olha porque ela não olha o robo do PT, em São Bernado Campo é governado por um Petista, a cidade é localizada na serra do mar em SP. e as aguas se escoa fácilmente para outras cidade visinha com: São Caetano, Dia Dema, Santo Andre e São Paulo, mas na semana passada ficou no meio das enxurradas, será que veio da sua cabeça, porque estava coberta de uma peruca, a boneca de sera não sabe o que fala, vive na saia do lula outro mentirosa, onde se viu assinou a lei dos direitos humanos sem lêr, se na revista veja do dia 10/01/10 em uma matéria é comentata que ele modificou um artigo dessa lei, verifica essa matéria que a revista não era minha.
    Outra coisa, gostei do deputado Felipe Maia, em comentário na camara dos deputado, onde disse: os prefeitos vão a brasilia não para reclamar dos imposto que são dados com desconto do IPI, onde os município estão defcitário, mas ele vão sim para aplaudir e pater palmas para o vigarista e boneca de sera.
    E voces ficam morgado e tem medo do PT, o que será que acontece, fico na dúvida, será que tem robo preso com essa gênte.

  • “Mitos sobre enchentes”
    As enchentes tem 2 protagonistas, DEUS E OS POLITICOS.

    Deus não temos como inquerir,ao contrário só podemos agradecer que nos manda agua que tanta fartura traz a natureza.

    Politicos,esses sim são os culpados de todas as enchentes porque passa a população.
    Eles são culpados por total INCAPACIDADE ADMINISTRATIVA,POR SEREM DESLEAIS AOS ELEITORES QUE VOTARAM NELES ACREDITADNO NAS PROMESSAS,POR NÃO SABEREM AQUILATAR A CAPACIDADE DE SEUS IMEDIATOS,(o fazem sómente por amizade),POR GANHAREM COM A DESGRAÇA ALHEIA ,TODOS SABEMOS QUE AS VERBAS DECLARADAS NA EMERGENCIAS SE CHEGAR AO REAL DESTINO 50%,agradecemos a Honestidade.
    Todos nós passamos na Marginal Tiete e vimos a favela ir nascendo praticamente dentro do leito do Rio,será possivel que o PREFEITO E VEREADORES os 2 principais não viram.
    MAS E OS VOTOS
    Todos passamos ao lado de muito loteamento que esta abaixo do nivel que deveria estar,e o loteamento tem todas as autorizaçãoes para ser vendido.
    Fóra os que pagam só o pedágios e não taxas oficias.
    MAS E OS VOTOS
    Todos vemos as favelas crescendo ao lado das Represas em volta dela,existem leis Municipais ,Estaduais e Federais proibindo,mas o Prefeito e os Vereadores estão vendo e sabendo,porque não usam as LEIS ,elas ja existem.
    MAS E OS VOTOS.

    FICARIA AQUI ESCREVENDO HORAS A FIO ,SOBRE TUDO QUE PODERIA SER EVITADO SER NOSSOS POLITICOS USASSEM AS LEIS QUE JA EXISTEM,SE NOSSOS POLITICOS TIVESSEM O SACO ROXO DE TOMAREM AS DEVIDAS PROVIDENCIAS SEM SE IMPORTAREM COM OS VOTOS DA PRÓXIMA ELEIÇÃO.

    MAS ONDE ESTA ESTE SUPER HOMEM.

    SE TIVESSEMOS POLITICOS DE SACO ROXO,QUE NÃO SE IMPORTASSEM COM OS VOTOS DAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES QUE TOMASSEM AS PROVIDENCIAS QUE SEJAM NECESSÁRIAS,MAL SABEM ELES QUE SE REELEGERIAM COM OS VOTOS DOS SATISFEITOS E NÃO TERIAM QUE SUPORTAR OS PROBLEMAS QUE TEM COM OS FAVELADOS E SEM TETO, QUE ELES PENSAM ESTAR AJUDANDO DEIXANDO-O MORAR AO LADO DO RIO.

    SE MINHA CONDIÇÃO PERMITISSE ABRIRIA MUITOS PROCESSOS CONTRA OS POLITICOS ,DE HOMICIDIO CULPOSO POR MUITAS MORTES QUE ESTÃO ACONTECENDO COM AS CHUVAS.
    POIS ELES SÃO CONIVENTES,CUMPLICES QUANDO PERMITEM QUE AS PESSOAS CONSTRUAM SEUS BARRACOS NO LEITO DO RIO,PRATICAMENTE AO LADO DAS REPRESAS.

    SERA QUE ALGUEM EM SÃ CONCIÊNCIA NÃO SABIA O QUE ESTAVA POR ACONTECER EM ANGRA DOS REIS,SERÁ QUER TODOS AQUELES BARRACOS FORAM CONSTRUIDOS EM UMA NOITE, NÃO FORAM ANOS DE CUMPLICIDADE DAS AUTORIDADES QUE POR SEREM AUTORIDADES E TEREM O CONHECIMENTO DA LEI,DEVERIAM SER PROCESSADAS CRIMINALMENTE.E PODEM TER CERTEZA TEM MUITAS ANGRAS PELO PAÍS AFÓRA

    ELES SÃO AUTORIDADES MAIORES E COMO TAL TEM DE TOMAR CONTA DE SEUS MUNICIPES, ,TEM DE SE ADIANTAREM A POSSÍVEIS TRAGÉDIAS.
    PARA ISSO DISPUTARAM OS VOTOS E GANHAM,E COMO GANHAM fóra o que roubam.

    NÃO FAZEM POR TOTAL COVARDIA,PENSANDO SEMPRE NOS VOTOS E LUCROS DA PROXIMA ELEIÇÃO.

    NAÕ EXISTE UM SÓ BRASILEIROS NESTE PAIS (gostaram é de um filósofo) QUE PORIA SUA MÃO SOBRE UMA BIBLIA E JURARIAM CONFIAR EM QUALQUER POLITICIO.E AQUELE QUE JURAR OU É EMPREGADO DE ALGUM OU RECEBE ALGUM TIPO DE BOLSA,OU TEM ESPERANÇA DE………

    POLITICO ESTA CHEGANDO A UM NIVEL DE DESCLASSIFICAÇÃO QUE TENHO CERTEZA MUITOS FILHOS ESCONDEM QUE SEUS PAIS SÃO POLITICOS.

    E EU FICO TRISTE COM ISSO POIS PARA UM PAÍS CRESCER E TER UM POVO FELIZ,PRECISAMOS DOS POLITICOS…….

    WANDERLEY SUCIGAN.´.

  • Vamoslembrar o filósofo mineiro Zé Mara Alkmin: “O qiue importa é a vesão e não o fato”. A primeira manchete é que cola, pois está em paralelo ao fragor da desgraça. Louvo a atitude da secrtária em esclarecer, estranha a morosidade na resposta. Para uma notícia falsa ou verdadeira se alasrar dispensmos a mídia escrita: internet e ra´dio dão de goleada em outros meios de comunicação. Quem sabe, trabalha e faz a hora e a vez.Olho vivo e não rutilo e etílico.

  • O blog da candidata já culpou os EE UU pelo terremoto no Haiti. Para nós que temos uma base escolar sólida isso soa como piada; porém, para os de baixa escolaridade pode soar como verdade. E o PT utiliza todas as técnicas nazistas de desinformação – fale mil vezes uma mentira e ela acabará sendo tido como verdade.
    O mesmo ocorre com as enchentes. Se o PSDB e seus aliados não foram hábeis e ageis em encontrar esclarecimentos que sejam entendidos pela classe de menor escolaridade, acaba não neutralizando a mentira.
    Uma das respostas é se o Presidente Obama pode ser responsabilizado pelas nevascas nos EE UU, ou se a primeira ministra da Alemanha pode também ser acusada pela baixa temperatura em seu país. Anexar filmetes das nevascas nos EE UU e Alemanha.
    E completar com a série de realizações feitas nos governos Covas, Alkimin e Serra no aprofundamento e ampliação da calha do Tietê, nos picinões e nos corregos.
    E relatar com filmetes o que aconteceu em prefeituras geridas por Prefeitos do PT e que também sofreram com as enchentes.
    Neutralizar politicamente programas tipo Datena, que só fazem com muita demagogia instar a população contra o Serra e o Kassab.
    Mas tudo com uma linguagem bem popular, sem rebuscos.
    Tenho outras sugestões que deixo para posteriores postagens

  • Sabemos que tanto o Governo do Estado e da Prefeitura como o da União têm, em seus orçsmentos anuais, uma verba para obras de controle de enchentes, deslizamento de morros, et. Por que o PSDB não publica em todos os jornais quantos por cento dessas verbas cada governo gastou nos últimos anos nesse tipo de obras? Sabemos que o governo Lula não gastou mais do que 3 ou 4% de suas verbas, isto é, não fez ABSOLUTAMENTE NADA de sua parte para evitar as catástrofes ocorridas.

  • Quando do noticiario da permanecia de chuvas sobre o Sul e Sudeste do Brasil sempre opinam os meteorologistas. Gostaria que a midia colocasse opiniões de ecologistas sobre o desmatamento no oeste do Amazonas, Acre e Mato Grosso e sua influencia sobre o clima. Talves comparando o estado atual da cobertura vegetal dessas regiões e a que existia alguns anos atraz.

    Pedro Liguori

  • O que precisam entender é que S.Paulo ha muito deixou de ser a terra da garoa,que por ser encostado na serra do mar,sofria esse fenômeno e que tambem os rios tietê e pinheiros nos anos 20 e 30 eram mais largos e mais rasos e não sofriam invasões rebeirinhas,e tinham espaço de escoamento quando se avolumavam as aguas, hoje confinados,impermeabilizados e com a cidade mais aquecida a garôa virou temporal e como S.Paulo tem de tudo,muito e muito,o que se imaginar tem muito,tem agua tambem e em abundancia,é isso aí.

  • O pessoal do “pt” esqueceu de divulgar que as enchentes em Machu Pichu,Cidade do Mexico,Rio de Janeiro e outras mais,são resultado de má administração do PSDB e aliados.
    Há tambem os casos de nevascas no hemisferio norte que tambem ocorreram por culpa da oposição.

  • Garibaldi Rodrigues dos Reis

    Enchentes, acontecem no mundo, desde que o mundo é mundo.
    Uma mais forte, outras menos forte, ora catatróficas, ora sem conseguências mais graves.
    A maior enchnte neste País, é a enchente da podridão dos mensalões, que foram jogadas para debaixo do tapete.
    Tentamn hoje, encobrir a questão do caixa dois, inaugurado pelos Delúbios da vida, PC Farias, grana nas cuécas cuécas GENUÍNAMENTE nacionais, com acorde dos DIRCEUS , também da vida, com ALCUNHA, e coisas tais.

    Esta enchente sim, é que desagrega esta Nação.
    NUNCA ANTES NA HIOSTÓRIA DESTE PAÍS, ROPUBOU TANTO, MENTIU TANTO, COMO AGORA!

  • Jorge Luiz Dutra Iório

    Chuvas fortes que provocam tragédias é uma constante em todo o mundo. Querer culpar Serra por tudo o que tem acontecido em São Paulo, faz parte do terrorismo dos petralhas, pobres em argumentos.

  • Sueli Aparecida Mathiazo Nardi

    Pois é, nós da região do ABC, sogfremos tanto qto SP, e ninguém falou nada …Como pode culpar Serra pelas forças da natureza?

  • Caso o Psdb aceitar minha proposta, conte comigo:
    “Doenças e tragédias Urbanas ou o Direito à Urbanização ou ainda a Saúde das Cidades
    A propósito dos desastres e obras recentes
    Triste constatação do que é aceito: declaração de “estado de calamidade pública”, uma verba emergencial que resulta simplesmente em obra; o ano que vem tudo é repetido.
    Afinal, as “autoridades” e políticos que não tem visão do interesse público. Sempre souberam que aquelas pessoas estavam em áreas de risco; assim os técnicos e profissionais envolvidos. Aqui em São Paulo, o mesmo acontece; tanto que uma autoridade disse, acerca de mortes por enchentes: “eles estavam em áreas de risco e tinham sido notificados”, isto é, a culpa de morrer é do sujeito que morreu. Agora estão anunciando fabulosas obras para contenção das enchentes, obviamente que vão piorar o problema, fazer incríveis novas avenidas marginais a continuar aprisionando os rios, águas e o ambiente natural.
    Não dá outra: tais obras, em verdade optam pelo movimento/deslocamento e não pela economia de movimentos como recomenda a boa técnica urbanística (*); concorrerão negativamente nas próximas enchentes, escorregamentos e por aí vai. Quem viver verá.
    Rios e córregos, reduzidos a canais de concreto- impossíveis de serem aprofundados quando chegam à rocha; com a chuva, vão procurar os seus antigos leitos; elas (as obras) diminuem o índice de alagamento das águas correntes. Mais fácil e mais econômico é demolir os sistemas viários que aprisionam os córregos e rios e refazer tais viários nos limites dos antigos “leitos secos”.
    Incrível- para ficar apenas em São Paulo: a “maléfica e fúria malufista” de abrir ruas em lugares não convenientes pegou em todos os administradores. Reparemos que anunciam obras para enfrentar os problemas ambientais e não a reposição do ambiente destruído; é um grande equívoco, aliás, os “leitos secos” estão bem invadidos não apenas pelos pobres, que acabam morrendo, mas principalmente por grandes e pequenos empreendimentos comerciais e imobiliários. Se a moda de remoção (que seria bom) pegasse vamos ver? Serão removidos os “bacanas” com suas ilegalidades?
    Melhores instrumentos para minorar a agressão à natureza já são bons sinais aqui em São Paulo e cremos em outros municípios e a baixíssimos custos; Leis de tombamento de bairros (ou segmentos), por exemplo, Jardim América, Pacaembu e similares; são urbanizações com habilidades de projeto. Traçados viários sinuosos, aumentando o percurso e a velocidade das águas diminuindo erosões e próprias para boa drenagem; não servem para altos desempenhos de velocidade veicular nem para transito de passagem, defendendo os moradores. Ali também choveu e nada aconteceu de trágico.
    As Leis de Proteção dos Mananciais e da Serra da Cantareira (outros exemplos), são grandes conquistas da nossa cultura urbanística, entretanto, demandam eficiência de ações administrativas cotidianas de responsabilidade do Poder Público e das comunidades – todos falam em planejamento participativo (onde e como tem isto?); é apenas retórica. Temos que invejar o Sistema Único de Saúde (SUS); combate doenças como a dengue; bem ou mal existem verdadeiras brigadas de agentes sanitários e de saúde, indo aos locais onde ocorrem as epidemias ou endemias, orientando a população e tomando providências. Tanto na Saúde como no Ensino, claro que vários avanços devemos ter, são serviços entre outros, permanentes e organizados em rede de atendimento colados na organização físico-territorial.
    Destacamos na Constituição de 1988, invejosos que estamos
    DA SAÚDE
    Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
    Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado.
    Art. 198. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguintes diretrizes:
    I – descentralização, com direção única em cada esfera de governo
    II – atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais
    III – participação da comunidade
    Então é possível existir um Direito à Saúde das Cidades e aglomerados humanos (à falta de um nome melhor) urbanos e rurais tal como o exemplo; conseqüentemente ser implantadas redes de atendimento à quantidade e qualidade das áreas de atividades humanas. Alguém dirá que não tem lei então seja feita ainda que uma emenda constitucional se for o caso. Existe um formidável arsenal de Legislação Urbana, Ambiental, Direitos de Uso do Solo, Recomendações e Estudos de Geomorfologia, Geologia, Engenharia em geral, Geografia, Planos Diretores, Ministérios e tudo que possamos imaginar a constituir um sistema integrado de atendimento às comunidades, à saúde física do território usado pelos cidadãos.
    (*) Citação:
    Collin Buchanan é Engenheiro especialista em Transportes. Na publicação “Traffic in Town”, propugna a organização do território urbano no que denominou “Trama Urbana” ou a Teoria de Economia de Movimentos, através da organização de usos diversificados do solo urbano – habitação, comércio, serviços, lazer e outros agrupados próximos evitando grandes deslocamentos, especialmente de veículos automotores. Proposta totalmente contrária das obras de nossos administradores e até planejamentos que segmentam o território em partes distintas especializadas por uso”.

    Saiu em
    http://www.piniweb.com.br/construcao/urbanismo/doencas-e-tragedias-urbanas-e-direito-a-urbanizacao-161763-1.asp

  • Então? É ou não uma boa polêmica e afinal tem a ver com o futuro das cidades.

  • Colhemos aquilo que plantamos.

    Os lixos jogados nas ruas prejudica o escoamento das aguas das enchentes de São Paulo, e de quem é a culpa, do prefeito, do governador ou do presidente da republica, a culpa é da população que não tem respeito com o meio ambiente, poluímos nossos rios, desmatamos nossas florestas, poluímos nosso ar, não tratamos nossos lixos corretamente e não temos nenhum respeito com a mãe natureza.

    http://www.terceiromundo.spaceblog.com.br

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